Marketing de Conteúdo: uma nova área para os jornalistas

Marketing de Conteúdo: uma nova área para os jornalistas

Na última década, os jornalistas ganharam mais uma possibilidade de área de trabalho: o marketing de conteúdo. Entenda como aconteceu essa migração e saiba quais as principais diferenças entre o jornalismo tradicional e o marketing de conteúdo.

Nos últimos anos, o acesso ao universo digital aumentou e transformou o cotidiano das pessoas. Essa mudança trouxe para as nossas vidas uma cena corriqueira: pessoas com seus telefones nas mãos buscando informações no Google, com o propósito de esclarecer suas dúvidas ou matar suas curiosidades. Já reparou?

E foi nesse cenário que surgiu a enorme demanda por informações. Um prato cheio para os jornalistas, profissionais que estão muito acostumados a buscar e disponibilizar informações, através da redação, para as pessoas.

Mas como surgiu essa alteração de cenário?

Ao observar a migração do mercado para o universo digital, a empresa norte-americana Hubspot lançou uma metodologia conhecida como Inbound Marketing. A ideia é que o marketing seja de atração e não mais de ataque, que ele produza conteúdos que sejam interessantes para as pessoas e que as marcas ganhem autoridade dessa maneira.

Nessa metodologia, o conteúdo tem como função atrair as pessoas e educá-las de acordo com as etapas do funil de vendas, até transformá-las em clientes. Mas para que o Inbound Marketing funcione de maneira eficaz, é necessário que haja conteúdo de qualidade. Aí entram os jornalistas!

Acostumados a produzir conteúdos, de uma maneira dinâmica e com qualidade, os jornalistas estão dentre os profissionais que mais se interessaram por essa área. A prática com a produção de textos e a sua ampla visão de mundo contribuem para que esse profissional avance no marketing de conteúdo, trazendo uma narrativa interessante para os textos com a sua habilidade em escrever bem – característica base para a eficiência do marketing de conteúdo.

Mas na prática, o que muda no cotidiano do jornalista?

O jornalismo tradicional busca rotineiramente por notícias que sejam relevantes para a população. A ideia é oferecer dados, condições para proporcionar uma reflexão e, assim, transformar a realidade das pessoas.

Essa transformação também acontece no marketing de conteúdo, mas de maneira diferente: ao produzir um material de qualidade para uma determinada empresa disponibilizar na internet, o jornalista ajuda a persona esclarecer suas dúvidas e a empresa a divulgar sua marca, gerar leads e até possibilidades de vendas. Ou seja, o conteúdo, quando bem feito, cria um impacto positivo para a empresa e para a pessoa que o acessou, e isso é muito bacana!

Mas, na prática o cotidiano desse profissional sofre algumas alterações em relação ao modelo tradicional de trabalho: ele consegue trabalhar de casa, com flexibilidade de horário e pode atender vários clientes ao mesmo tempo. Vamos além, conheça outros pontos práticos do jornalismo que mudam com esse novo cenário:

Furo x Conteúdos atemporais

No jornalismo tradicional, um exemplo de sucesso para o jornalista é quando ele publica um furo. No Marketing de Conteúdo, as notícias que trazem novidades e são dadas em primeira mão nem sempre são tão bem-vindas assim. Isso porque, para o cliente, é melhor ter muitos conteúdos atemporais e educativos, que podem ser compartilhados nas mídias digitais em outras épocas e que ainda assim, atraiam visitantes para o seu site e seus serviços.

Então nem sempre uma novidade pode ser tão interessante assim, às vezes um conteúdo mais robusto, que eduque seu público, pode ser melhor.

Impresso x Digital

A era digital trouxe para o jornalismo muitas vantagens tanto para o público, quanto para os jornalistas. Uma dessas vantagens é a possibilidade de atualizar o conteúdo depois de publicado. Essa vantagem permite que correções e atualizações possam ser realizadas quando necessárias, independente se o conteúdo já foi divulgado ou não.

Outra grande vantagem da era digital é a facilidade de interação entre o público e o redator. Afinal, colher feedbacks é sempre interessante!

Público geral x Personas

No jornalismo, o profissional está acostumado a usar uma linguagem que seja de fácil acesso a todas as pessoas. É importante que todo mundo entenda a notícia, independente do grau de escolaridade, profissão, sexo ou idade.

No marketing de conteúdo, os textos são produzidos para uma persona específica. E a persona, quando bem planejada, é bastante detalhada e rica em informações. Assim, o redator consegue usar termos técnicos, gírias ou até mesmo citar exemplos que apenas um grupo de pessoas entenda.

O importante no Marketing de Conteúdo é que a persona se identifique com o texto e goste do conteúdo.

Manchete X SEO

A manchete de um jornal sempre é a notícia de mais destaque no dia. Ela traz informações que certamente irão conquistar a atenção do público e garantir a venda da publicação. Já no cenário digital, existem dois pontos importantes para chamar a atenção do público e ser destaque na internet.

Além de acertar o que a persona busca e quer ler, o jornalista precisa entender o que os motores de busca consideram relevante (motores de busca, principalmente o Google). São eles que oferecem o conteúdo para as pessoas, então conquistá-los é fundamental para que o seu conteúdo chegue à sua persona.

Para facilitar essa nossa dedução, eles disponibilizam um conjunto de regras que, se cumpridas adequadamente, facilitam com que o conteúdo produzido ocupe as primeiras posições nas buscas. Esse conjunto de regras é o famoso SEO (Search Engine Optimization)!

Por fim…

No geral, a intenção de oferecer conteúdos de impacto para as pessoas, com informações de credibilidade e qualidade se mantém para esses profissionais. Esse novo cenário não exclui as outras áreas, ele vem para abrir mercado e conquistar quem mais se interessar. Sim, o Marketing de Conteúdo é uma ótima alternativa para os tempos de redações cada vez mais enxutas.

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